Maison d'édition

EDUNIpériphéries est la maison d'edition de l'UNIpériphéries. Engagé dans la démocratisation de la langue littéraire au Brésil et dans le monde, avec des publications d'œuvres traduites en portugais, anglais, espagnol et français, on publie la Revue Périphéries  et des œuvres d'auteurs des périphéries, avec sa pluralité de genres et d'expressions - fiction; non-fiction; poésie; académique; photographie; bande dessinée – toujours dans la perspective de diffuser les puissances des territoires périphériques. 

On organise et soutient également la tenue de soirées, SLAM, événements littéraires, colloques et séminaires, en partenariat avec différentes organisations culturelles.

PUBLICATIONS
Macumba
Rodrigo Santos

A ousadia de Rodrigo Santos dá frescor à ficção policial numa trama sedutora que traz um retrato das periferias brasileiras com forte presença das religiosidades afro-ameríndias. Com originalidade, ele incorpora às narrativas contemporâneas a mitologia e o complexo de crenças, a visão de mundo herdada da África. Macumba foi editado originalmente em 2016, esgotou em poucos meses e carecia de uma nova edição. Nele, Rodrigo Santos conta a história de Akèdjè e Ramiro — o primeiro, líder espiritual africano num passado distante; o segundo, um detetive da Polícia Civil no presente. Akèdjè era, em seu tempo, importante baba do povo Ketu, que originou, no Brasil, uma das nações do Candomblé. Ramiro, por sua vez, aparece no romance como policial, evangélico, competente e circunspecto. Histórias de ontem e de hoje se sucedem a cada capítulo, mediadas por personagens, acontecimentos e o suspense envolvente da trama.

Année: 2019
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A poesia falada invade a cena em Sobral
Treze poetas do contemporâneo. Treze slammers da periferia da periferia do capitalismo. A voz dos subalternizados rompendo, através da poesia falada, os silêncios escandalosos do nosso campo literário e problematizando ausências que tanto dizem de estruturas sociais historicamente marcadas pela dominação de todos os que experimentam uma identidade coletiva marginalizada e estigmatizada. Agora, elas e eles invadem a cena. Jovens. Mulheres. Negros. Feministas. Sujeitos não  binários. Trans. Bichas. Sujeitos poéticos, enfim. Independentemente do recorte identitário, seres que lançam seus gritos a partir dos potentes microfones recém-conquistados na cena Poetry Slam. Poesia falada para todas, todos, todes.

Année: 2019
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Clíris: Poemas recolhidos de Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus

Nova edição dos poemas de Carolina Maria de Jesus, recuperando o título e o prólogo escrito por ela, que traz vários poemas omitidos ou que aparecem modificados na seleção realizada para a publicação da Antologia pessoal, cabendo destacar entre eles os poemas “Negros” e “Os feijões”, nos quais se aborda de modo direto a problemática do racismo no Brasil. Embora alguns dos 54 poemas reunidos nesse volume tenham aparecido originalmente na Antologia pessoal (1996), organizada por José Carlos Sebe Bom Meihy e publicada pela Editora UFRJ, os textos recolhidos aqui trazem outros 21 deixados por Carolina que não constituem o livro de 1996. Outra novidade dessa edição de Clíris é a publicação das 12 canções compostas por Carolina para Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus cantando suas composições, álbum de música popular lançado pela RCA Victor em 1961. O teor crítico latente em muitas das composições publicadas agora em Clíris pode ajudar a forjar uma nova imagem da escritora como uma mulher negra emblemática que fez importantes incursões no campo literário, construindo uma verdadeira “poética dos resíduos”. Nessa produção ecoa a voz desafiadora de uma Carolina que não se furta a frequentar (de modo questionador) temáticas incômodas para a sociedade patriarcal, machista e racista dos “predominadores”.

Année: 2019
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