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A BAKLA, A AGI: NOSSOS GÊNEROS QUE NÃO SÃO UM

Jaya Jacobo
Vincent Empimano
Macky Torrechilla
Christian Tablazon

Tradução
Cleide Mello

 

I. A premissa etnolinguística dos gêneros filipinos

Jaya Jacobo

Enquanto os discursos de solidariedade que prometem a formação da comunidade podem exigir que falemos em uma linguagem que torne o "gênero" inteligível - recebido dentro de um universo que prospera no senso comum, por assim dizer - a questão da diferença deve pressionar a "universalidade" e as várias plataformas onde seu discurso singular é ouvido. Tal gesto é imperativo. Ele só pode permitir que modos de identidade fora dessa matriz "sempre já” inclusiva falem por si mesmos, uma posição que nem sempre é assegurada pelas estruturas do pós-colonial, do moderno e de suas hibridizações1.

Uma oportunidade trópica que é convocada em muitos  círculos é a do indivíduo  que se posiciona para o coletivo (ou o pessoal tornando-se o político), de modo que um e muitos possam ser considerados como uma entrada para uma utopia apenas caracterizada pela igualdade, precisamente porque "gênero" foi aberto para ser dissimulado ou transitivo, em primeiro lugar. O pensamento de que esse modelo linguístico é propenso a falhas na inclusividade deve ser humilhante, ao mesmo tempo em que nos lembra que o quanto ainda por fazer precisa começar com um íntimo e recalcitrante encontro com a linguagem: porque entende mal, o que nega, como silencia.

A equipe filipina de trabalho do projeto internacional ativista e  criativo GlobalGRACE Gender2 e Culturas de Equidade  procura abordar esse particular constrangimento dentro dos estudos globais de gênero, permitindo que jovens escritores LGBTQ narrem os termos de seu sofrimento, o anseio  elaborado a partir de seus desentendimentos com uma história que os exclui, e a emancipação que desse anseio cotidiano se conjura. Por meio de  um workshop nacional que reúne um grupo diversificado de escritores na Universidade das Filipinas, em Diliman, e de um workshop comunitário que atende a juventude de San Pablo, na província de Laguna, Filipinas, o projeto aspira tornar a "vida amável" fazendo da questão do gênero literário o surgimento do gênero como uma força primária da criação artística.

Enquanto conversava com um discurso teorizado principalmente a partir dos antigos assentos do império e de suas neo-colônias, o local, em cada passo de seus modos desajeitados, declara sua autonomia para defender seu status decolonial, quando não sua metodologia de projeto. A localidade se instancia através do vernáculo, de seus   tropos e expressões idiomáticas. Neste sentido, quando  alguém se engaja na prática da tradução, as relações de poder entre as línguas revelam-se arbitrárias; os processos, complexos ao longo do conflito e resumidos pela intraduzibilidade, tornam-se sintoma de resistência contra os direitos do local, então reconhecidos e completamente merecidos. O local permanece periférico em sua emancipação? Não só permanece como deve, de muitas maneiras,  assim continuar para  estrategicamente articular pedagogias e disseminar letramentos próprios, de modo a não permanecer marginal, a partir da periferia.

Os trabalhos escolhidos para esta antologia  filipina, como contribuição para o projeto de equidade de gênero a ser ensinado na Universidade das Periferias,no Rio de Janeiro, apresentam uma dupla de poetas filipinxs: Vincent Empimano, que é de San Pablo, Laguna (ilha Luzon) e escreve em tagalo; e Macky Torrechilla, que é de Hamtic, Antique (ilha de Panay) e escreve em Kinaray-a. Nas Filipinas, as línguas são marcadores da diferença étnica e da especificidade cultural do lugar. Provisoriamente, podemos argumentar que o gênero no arquipélago filipino é ao mesmo tempo diversificado, multifacetado por causa dessas subjetividades etnolinguísticas. Dois gêneros que desafiam o binóculo cisheteropatriarcal desta perspectiva são as bakla, configurados nos games de linguagem "gay" de "Utoy" de Empimano e a agi, que se destaca na "queer" anti-elegia de Torrechilla, "Patyo". As imagens que acompanham nossa prosa e poesia são fotografias de Christian Tablazon, associado ao programa GlobalGRACE de oficina de romance, 2019.

Como a "bakla"[3] e o "agi" se tornaram audíveis no discurso? Onde podemos começar a rastrear sua audibilidade?

O Vocabulario de la lengua tagala (1860) nos oferece um conjunto de conceitos que trazem a"bacla" para consolidar uma coordenada de diferença de gênero para a virada do século nas Filipinas coloniais[4]. Enlabiar (sedução) significa seu discurso de entrada, e sua tática é acoplada com engañar (engano), através de lustre (proeminência) ou hermosura (beleza)[5]. Uma noção da bakla como dispositivo de persuasão é elaborada mais adiante  como "moverse por algun interes o provecho[6]", mover-se por algum interesse ou benefício. Ao mesmo tempo, a bakla significa, através de "desollarse" (ferir), uma vulnerabilidade[7]. Agora, o persuadido é movido para a ação, mas ele também hesita: ser "nababacla" é ter medo de algo novo (espanto de cosa nueva)[8]. Este é um exemplo inicial de homofobia e transfobia falada na longa duração da linguagem tagalo.

O léxico é mais significativo ao assinalar o surgimento da "alteracion"[9] como um descritor da potência da bakla, por assim dizer; consequentemente, tal exemplo poderia muito bem ser nossa introdução para a bakla em sua trans formação . Uma figura é capaz de mudar, apesar de um medo em relação a ela, e por conta de sua capacidade de encantar, enganar, inspirar e até sujeitar alguém a problemas. Ela é um índice de perplexidade e inquietação precisamente no momento de realizar a transformação. Devemos notar, entretanto, que nessas instâncias linguísticas, a bakla, mesmo em ser-trans, é montada para construir uma metonímia da consciência totalizadora que a engendra como tal, e não como uma identidade que é capaz de ditar os termos de reconhecimento. Eu digo totalizando porque tal consciência que engendra não se deixa mudar, ser superada, quando finalmente engajada em uma dialética.

No Diccionario de la lengua bisaya hiliguiena y haraya (1841)[10], "agui" é registrado como "señal" (sinal), "huella" (trilha), "rastro de lo que paso" (traço de passagem)[11]. Também se refere ao ato de caminhar (passar andando)[12], manifestando-se em vários aspectos da viagem, como "transitar", "transito", "transitorio"[13]. Paradoxalmente, comporta-se   como um "traço oculto" (tanda ng̃a tago) por meio do "ostugo"[14], insinuando o ritmo aleatório de passagem, sua visibilidade alternando entre o semblante e a camuflagem.

O agi é configurado metonimicamente, como movimento fenomenal, mas somente depois de retratar o sensório como incapaz de lidar com seu fluxo. Semelhante a bakla Tagalog descrito acima, a Kinaray-a agi, neste caso, não é uma identidade, mas uma série de cenas identificando algum tipo de diferença. E como esse movimento pode ser não localizado, mal pode também ser compreendido.

Nessas leituras do "bakla" e do "agi" contra o grão do arquivo imperial, pode-se intuir gênero como uma sensação que deve ser reduzida (bakla) e uma experiência que não pode ser relatada (agi). A autoctonia histórica de tais encarnações a priori só pode ser desfigurada para anunciar a legitimidade da chegada colonial. Conversando com Vincent e Macky, cada um por vez, me convencia de que seus textos permitiam que a"bakla" e a "agi" executassem uma espécie de personalidades designadas por homens, mas identificadas femininas, em Laguna e em Antique. Ainda, a conversa com Vincent e Macky , com outras bakla e agi também revela uma recusa de significantes globalmente legíveis, como "gay", "queer" e "trans", enquanto se abre para o fascínio de tais cruzamentos para a linguagem. Tal tensão permite que o projeto decolonial sul-sul participe dos circuitos do contemporâneo.

No final, esperamos que nossos leitores e leitoras   possam imaginar a bakla e a agi como não apenas significantes de gênero em línguas que prosperam para diversificar nossas histórias[15] nessas partes do planeta, mas também como línguas em si, gerando corpos resistivos em todos os caminhos possíveis de desdobramento.

II. Utoy 

Vincent N. Empimano 

Alas-kuwatro pa lamang ng madaling araw ay nagising na ako dahil sa kaluskos ng mga paa sa salas. Pagkalabas ko ng kuwarto ay nakita ko si Papa na nakaayos papunta sa trabaho.

Matapos magpaalam kay Mama, sandali siyang lumapit sa akin at humalik, sabay sabing "Utoy, tulungan mo si mama sa bahay, ha? "

"Opo, Papa" mayabang kong tugon.

At tuluyan nang umalis si Papa. Maaga akong nag-almusal dahil makikipagkita pa ako kina Marco, Rap-Rap, at Bukol, mga kaibigan ko. Kaagad akong nagbihis at nagpaalam kay Mama. Pagdating sa tindahan ni Manong Alex ay hinanap ko agad ang aking mga kaibigan. Napakaraming bata sa tindahan; marahil tambayan talaga ito dahil sa mga patok nitong paninda na nakaka-agaw-atensyon sa aming mga mata. Ilang saglit lang ay nakita ko na sina Marco. May mga kasama: sina Angelica, Barbie, Eula, at Leslie. Napangiti naman ako nang palihim. Marahil dito ko magagamit ang hokage kong moves na aking inensayo sa maraming hapon.

Kaya umentrada ako: ‎"Ehem, girls tara na?"‎

"Ah, ang bilis naman, ngayon na agad?, " sabi ni Eula.

‎"Bilisan na natin at sayang ang oras," inis na sabi ni Bukol. ‎

At napagdesisyunan ng lahat na simulan na. Pumunta sila nang sama-sama sa isang tabi. Ikinabit na ni Eula at Leslie sa kani-kanilang binti ang hawak na lubid-lubidan sabay dumistansya nang tamang layo. Bigla naming hinapit ang aming mga shorts pataas at tuwang-tuwa sa pagtira.

"Oh! Geym!," sigaw ni Rap-Rap.

Bumuwelo ako sabay talon: "10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90 ... Wan handred."

At ayun, nasimulan na namin ang masayang laro na ten-twenty. Siyempre hindi ako nagpakabog kina Eula kaya ginawa namin ang aming magagawa para di kami mataya. Iniligtas ko si Bukol dahil masyadong maiigsi ang kanyang mga biyas. Tuwang-tuwa ang mga bading dahil di nakatira ang mga babae. Kembot nang kembot ang mga bading na para bang nang-iinis.

"Ikembot mo, ikembot mo," sigaw nina Marco, Rap-Rap, at Bukol bago ako tumira.

Ngunit bigla silang tumigil sa pagkanta.

"Ikembot mo, ikembot mo," mahinang kanta lang ang naririnig ko sa likod.

"Oh? Ba't humina ang kanta?," mayabang kong sagot.

"Laksan nyo, ikembot mo, ikembot mo!,"sigaw ko.

At napatigil sa pagkanta ang batang bading dahil nakita niya ang lalaking nasa likod: si Papa!

Menino

O som estridente dos pés em nossa sala de estar me despertou do sono. Eram 4 da manhã. Quando saí do meu quarto, vi meu pai todo vestido para o trabalho. Depois de se despedir de minha mãe, ele se virou para mim e me beijou na bochecha, dizendo: "Menino, ajude sua mãe com suas tarefas, ok?"

"Sim, meu pai", respondi com orgulho.

Finalmente, meu pai saiu.  Tomei café da manhã cedo porque precisava me encontrar com meus amigos Marco, Rap-Rap e Bukol. Me vesti ansioso pelo encontro, dei tchau pra minha mãe.  Imediatamente procurei meus amigos ao chegar à loja do Big Brother Alex. Tinha muitas crianças, todas elas provavelmente ficaram por lá por causa dos doces à venda, de dar água na boca Eu vi meus amigos depois de alguns segundos, e tinham companhia: Angelica, Barbie, Eula e Leslie. Eu sorri disfarçadamente. Eu provavelmente estaria fazendo uso dos movimentos de hokage[16] que eu ensaiei  por muitas tardes.

Eu comecei: "Ei, meninas, vamos lá?"

"Espera você realmente quer começar agora?", Disse Eula.

"Vamos sim, não podemos perder tempo", Bukol estava exasperado.

Todos decidiram começar. Se amontoaram todos em um canto. Eula e Leslie amarraram a corda elástica às coxas e depois mantiveram certa distância uma da outra. Nós também dobramos as barras de nossos shorts e nos posicionamos para que cada um tentasse[17].

"Ok! Valendo!", gritou Rap-Rap.

Juntei minha energia e pulei: "10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90, cem!"

E assim seguiu  nosso alegre jogo de dez-vinte. Claro que eu não deixei que Eula e as garotas nos vencessem, então fizemos de tudo para não nos tornarmos o "isso". Eu tive que salvar Bukol porque seus "pés" eram muito pequenos. As badings[18]estavam tão alegres que as garotas não tiveram nenhuma chance.  Nós balançamos nossos quadris vigorosamente, como se as provocássemos.

"Balance seus quadris, balance seus quadris", gritou Marco, Rap-Rap e Bukol antes da minha vez.

Entretanto, todos pararam de cantar.

"Balance  seus quadris, balance seus quadris", eu estava ouvindo uma música fraca atrás de mim.

"Por que a música ficou tão baixa?", reagi debochando.

"Eu quero mais alto, balance seus quadris, balance", eu gritei.

E a jovem bading não pôde continuar sua canção quando ela viu o homem atrás: seu pai!

III. Patyo

Macky Torrechilla

Saksi ang dëlëm,
Ang mga panulay,
Ang mga tamawo,
Kag ang mga murto nga nagapahimëyëng sa binit-binit
Sa ingës kang darwa ka lalang.
Dya kita sa mga nagaturog,
Dya kita sa mga nagapahuway.
Dya ko idupra,
Patyën kag ideretso lëbëng
Ang puturo kang mga bata
Nga daad nangin doktor,
Maestro, inhinyero, seaman,
Tambay, alpot, adik,
Ukon kriminal.

Cemitério

As testemunhas negras
demônios,
elementais,
fantasmas
quietos no canto
antes dos gemidos de duas almas.
Aqui, eles dormem,
aqui, eles descansam.
Aqui, vou cuspir
matar, e enterrar
o futuro daqueles
que teriam sido médicos,
professores, engenheiros, marinheiros,
os desempregados, prostitutas, viciados,
criminosos.

Jaya Jacobo   |   Filipinas

Pesquisadora Pós-doutorando da equipe Filipina do Projeto GlobalGRACE na Universidade das Filipinas e integra o YMCA San Pablo.

lajayajacobo@gmail.com
Vincent Empimano   |   Filipinas

É professor do ensino fundamental na cidade de San Pablo, Laguna, Filipinas.

empemanov@gmail.com
Macky Torrechilla   |   Filipinas

Foi coroada Miss Gay Hamtic  em 2017,  em Antique, Filipinas.

macoy.writes@gmail.com
Christian Tablazon   |   Filipinas

Coordena Nomina Nuda,  pequena plataforma independente e sem fins lucrativos e espaço de exposição em Los Baños, Laguna, Filipinas.

tablazonchristian@gmail.com

[1]Veja Aniruddha Dutta e Raina Roy, "Decolonizing Transgender in India: Some Reflections," Transgender Studies Quarterly (Edição Especial sobre Descolonização do Imaginário Transgênero) 1, n. 3 (verão de 2014): 320-338; Na compreensão das travestis vis-à-vis trans no Brasil, suas distinções e convergências, sou grata à minha irmã Mariah Rafaela Silva. Conversas sobre o tema com James Turner, Jimmy Casas Klausen, Siobhán McGuirk e Marzena Zukowska também não são esquecidas.

[2]O Projeto Global Grace recebe financiamento do Programa United Kingdom Research and Innovation (UKRI) Global Challenges Research Fund, (GCRF), sob  referência de concessão AH/P014232/1. É necessário reconhecer as conversas que compartilhei com mentores e colegas da equipe de trabalho: Mark Johnson, Kate Ramil e, claro, Neil Garcia. As interações com os parceiros das primeiras oficinas nacionais e comunitárias também inspiram minhas reflexões aqui. Por último, a aliança trans de Leo Fernandez Almero é crucial para o meu pensamento.

[3]Sobre bakla, ver J. Neil C. Garcia, Philippine Gay Culture: Binabae to Bakla, Silahis to MSM, Second Edition (Quezon City: The University of the Philippines Press, 2008); Fenella Cannell, "Beauty and the idea of 'America,'" in Power and Intimacy in the Christian Philippines (Quezon City: Ateneo de Manila University Press, 1999); Martin Manalansan, Global Divas: Filipino Gay Men in the Diaspora (Durham and London: Duke University Press, 2003); Ryen Paul Sumayao and Jaya Jacobo, eds., BKL/Bikol Bakla: Anthology of Bikolnon Gay Trans Queer Writing (Naga City: Goldprint, 2019); Sobre bantut, veja Mark Johnson, Beauty and Power: Transgendering and Cultural Transformation (London: Bloomsbury Academic, 1997).

[4]Gostaria de agradecer a Ian Harvey Claros por sua assistência preciosa na pesquisa deste segmento.

[5]Vocabulario de la lengua tagala, s.v. "bacla." (I)

[6]Vocabulario, s.v. "bacla." (III)

[7]Ibid., s.v. "bacla." (IV)

[8]Ibid., s.v. "bacla." (II)

[9]Ibid.

[10]A resposta imediata de arquivamento de John Paolo Sarce para esta parte é muito apreciada.

[11]Diccionario de la lengua bisaya, hiligueina y haraya de la isla de panay,(is the feminine marked by this?)cription of this part in PT, I had to retype everything)biss.v. "agui."

[12]Diccionario, s.v. "agui."

[13]Diccionario, s.v. "transitar"; Ibid., s.v. "transito"; Ibid., s.v. "transitorio."

[14]Ibid., s.v. "ostugo." (Something happened in the transcription of this part in PT, I had to retype everything)

[15]Em minha língua materna, Bikol, "agi-agi" refere-se a qualquer forma de narrativa, de épico a romance, de boato a ficção. As crônicas se movem através de passagens de rotas prosaicas, retendo assim a sensação de movimento apontada na Kinaray-a "agi".

[16]Este termo japonês é derivado do mangá Naruto; é usado para descrever um guerreiro habilidoso e poderoso. A palavra é resinificada pelos millennials para descrever movimentos coreográficos que se assemelham à agilidade desses personagens como são vistos nas adaptações de anime do manga.

[17]Duas equipes jogam moedas. A equipe que aposta no lado da moeda que cai para cima tem a vez para saltar através da corda elástica amarrada às coxas de dois membros da equipe adversária. Cada membro da equipe salta com uma contagem baseada em "10" e pode fazê-lo até "100", contanto que nenhuma parte do corpo toque a corda. Se isso acontecer, todo o time se tornará o "isso", estatuário da dança do adversário contra o chão.
[18]Bading é uma encarnação mais contemporânea da bakla; o termo circulou amplamente no final dos anos noventa até os primeiros anos do novo século. Deixo o termo não traduzido para permitir que ele inclua identidades gays, queers e trans.

Bibliografia

Cannell, Fenella Cannell. "Beauty and the idea of 'America.'" In Power and Intimacy in the Christian Philippines. Quezon City: Ateneo de Manila University Press, 1999.

Dutta, Aniruddha and Raina Roy. "Decolonizing Transgender in India: Some Reflections." Transgender Studies Quarterly (Special Issue on Decolonizing   the Transgender Imaginary) 1, no. 3 (Summer 2014): 320-338.

de Mentrida, Alonso, ed. Diccionario de la lengua bisaya, hiliguiena y haraya de la isla depanay. Manila: D. Manuel y de Felis S. Dayot, 1841.

de Noceda, Juan and Pedro de Sanlucar, eds. Vocabulario de la lengua tagala. Manila: Ramirez y Giraudier, 1860.

Garcia, J. Neil C.. Philippine Gay Culture: Binabae to Bakla, Silahis to MSM. Second Edition. Quezon City: The University of the Philippines Press, 2008.

Johnson, Mark. Beauty and Power: Transgendering and Cultural Transformation. London: Bloomsbury Academic, 1997.

Kishimoto, Masashi. Naruto. In Shonen Jump. San Francisco, California: Viz Media, 1997.

Manalansan, Martin. Global Divas: Filipino Gay Men in the Diaspora. Durham and London: Duke University Press, 2003.

Sumayao, Ryen Paul and Jaya Jacobo, eds. BKL/Bikol Bakla: Anthology of Bikolnon Gay Trans Queer Writing. Naga City: Goldprint, 2019.

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