Editora

Eduniperiferias es la editora de la UNIperiferias. Comprometida con la democratización del lenguaje literaria en Brasil y en mundo, publica obras traducidas al Portugués, Español, Inglés y Francés, publica la Revista Periferias y obras de autores de las periferias, con su pluralidad de géneros y expresiones — ficción; no ficción; poesia; académica; fotografía; cómics — siempre en la perspectiva de difundir las potencias presentes en los territorios periféricos. 

También organiza y apoya la realización de saraos, SLAMs, eventos literarios, coloquios y seminarios, en colaboración con diversas organizaciones culturales.

editora@imja.org.br


 

Publicaciones

Macaé Evaristo: uma força negra na cena pública

Jailson de Souza e Silva | Eliana Sousa Silva

O livro apresenta uma “biografia analítica” de Macaé Evaristo, uma das principais pensadoras e gestoras públicas da educação brasileira. Mais do que uma narrativa bibliográfica tradicional, o livro apresenta, a partir de uma narrativa em primeira pessoa secundada pelas vozes de importantes pensadores/as e ativistas do Brasil, como esta fundamental liderança negra mineira foi se constituindo como pessoa, como gestora e como ativista social desde seu nascimento em São Gonçalo do Pará, seu estabelecimento em Belo Horizonte e seu trabalho sócio-político-educacional em todo o país.

Como é sabido, ocupa destaque quase absoluto na memória institucional brasileira as experiências de ação política efetivadas por pessoas brancas e oriundas dos setores dominantes ou médios. Sucessivos trabalhos narraram essas trajetórias e proposições. Do mesmo modo que os/as personagens escolhidas, os perfis dos sujeitos responsáveis por essas obras nos mostram uma simetria entre as forças dominantes brasileiras e aquelas que lhe fizeram oposição, quais sejam: majoritariamente pessoas brancas, com poder econômico, em sua maioria do sexo masculino e heteronormativas. A razão fundamental, talvez, é que a redemocratização brasileira é um processo ainda em curso, e são profundos os seus limites, já que não mexeu, de forma profunda, com os arranjos de poder, as expressões conservadoras que limitam os direitos individuais, as estruturas econômicas e, tampouco, as políticas que sustentam a desigualdade. 

Logo, cabe superar a lacuna que é a falta de visibilidade das trajetórias de um imenso e plural conjunto de pessoas não brancas que atuaram e atuam para constituir a democracia nesse país tão desigual. A biografia analítica de Macaé Evaristo, portanto, é uma contribuição no preenchimento da lacuna assinalada. Ela tem como eixo a descrição e a análise da caminhada sociopolítica de uma mulher que pode ser definida a partir de cinco elementos básicos: origem numa pequena cidade do interior de Minas Gerais, negra, mãe, ativista e gestora pública da educação. Ela se constituiu nesses lugares a partir de uma visão radicalmente engajada, com consciência de origem/classe, cor e gênero. Essa crença e sua forma de agir a transformam num ser social que vai para além de si mesma, que deve ser celebrada, saudada e cada vez mais visibilizada para as atuais gerações e as seguintes. Assim como outras grandes personagens sociais e culturais das periferias de nossas cidades brasileiras.

Año: 2020

Compre aqui
Capa A Favela reinventa a cidade

A Favela reinventa a cidade

Jailson de Souza e Silva | Jorge Barbosa | Mário Simões Pires

A Favela reinventa a cidade, volume 2 de Favela: alegria e dor na cidade (2005), apresenta, com vigor renovado, sua agenda de novo projeto para a  cidade do Rio de Janeiro – democrático e fraterno e em que a favela se conjuga como máxima expressão de resistência, pluralidade, potência inventiva e de singular dinâmica na cidade a partir da dimensão humana.  Avança em elaborações que pensam a cidade a partir da favela, encorajando-nos a desafiar olhares e discursos hegemônicos, os quais concebem a favela como resíduo do processo de urbanização e, as pessoas faveladas, a partir de um incisivo e proposital processo de "monstrualização", privando-as das dignas condições de se viver a cidade. Subsidiado por estudos, pesquisa e, sobretudo, experiências e vivências de seus autores, o desafio fundamental proposto é o da afirmação das diferenças a do reconhecimento da condição de direitos das pessoas faveladas, como elemento central para o pleno exercício de direitos e reinvenção da cidade.

Año: 2020

Capa Pesquisadoras da educação básica

Pesquisadoras da educação básica

germinando ações e saberes nas escolas públicas periféricas

Pesquisadoras da Educação Básica: germinando Ações e Saberes nas Escolas Públicas Periféricas” é o resultado de pesquisas realizadas nas escolas públicas periféricas da região metropolitana do Rio de Janeiro, a partir de potentes práticas pedagógicas de professoras/es negras, com foco racial e/ou de gênero. Apresenta uma rica e sistematizada experiência de produções textuais de conhecimentos outros, por meio de narrativas formativas antirracistas e anti-homofóbicas, elementos de potência da escola pública periférica. As pesquisas são  resultado da 2º edição do Edital Pesquisadoras da Educação Básica nas Periferias, realizado pelo Instituto Maria e João Aleixo em parceria com o Instituto Unibanco. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento pleno das/os estudantes nas redes públicas de ensino, assim como para a melhoria dos resultados de aprendizagens. O livro apresenta seis potentes pedagogias que promovem a autonomia dos estudantes e a desconstrução de estigmas de raça e gênero, e faz parte de uma estratégia fundamental de reconhecer a potência da escola pública e seus sujeitos, fortalecer e visibilizar essa potência e criar mecanismos pedagógicos baseados em estudos, novas metodologias, novas formas de articulações institucionais e redes pedagógicas que permitam superar o machismo, o sexismo e racismo dentro do espaço da escola pública.

Baixe aqui 

Año: 2020

Capa Periferias sob vigilância e controle

Periferias sob vigilância e controle

Aiala Colares Couto

O  “olhar geográfico” da obra de Aiala Colares lança luz às estratégias de ação que estruturam narcotráfico e milícia nas periferias de Belém, explorando suas formas de dominação e redefinição nos territórios. Adquirem sentido global, nas várias escalas espaciais decorrentes de seu domínio territorial, desvendando a lógica de atuação do narcotráfico e de suas redes e fluxos  que criam estruturas de poder que conectam o local e o global nas relações transnacionais do comércio de drogas ilícitas, de forma a utilizar das cidades  e periferias como suas bases operacionais, territorializando-se e articulando-se em facções ou comandos do crime organizado, os quais controlam as principais rotas de interesse do circuito espacial de distribuição de drogas. Milícias em Belém, recente fenômeno da dominação por parte dos grupos civis armados da cidade, com características similares às das milícias do Rio de Janeiro, entrecruzam-se com narcotráfico, acentuando disputas e violências contra moradores das periferias. Sujeitos a essas violências e, ainda, às diversas formas de violência do Estado, a periferia reinventa sua forma de resistir e criar alternativas para o desenvolvimento territorial e comunitário, como nos revela Aiala.

Año: 2020

Macumba

Rodrigo Santos

A ousadia de Rodrigo Santos dá frescor à ficção policial numa trama sedutora que traz um retrato das periferias brasileiras com forte presença das religiosidades afro-ameríndias. Com originalidade, ele incorpora às narrativas contemporâneas a mitologia e o complexo de crenças, a visão de mundo herdada da África. Macumba foi editado originalmente em 2016, esgotou em poucos meses e carecia de uma nova edição. Nele, Rodrigo Santos conta a história de Akèdjè e Ramiro — o primeiro, líder espiritual africano num passado distante; o segundo, um detetive da Polícia Civil no presente. Akèdjè era, em seu tempo, importante baba do povo Ketu, que originou, no Brasil, uma das nações do Candomblé. Ramiro, por sua vez, aparece no romance como policial, evangélico, competente e circunspecto. Histórias de ontem e de hoje se sucedem a cada capítulo, mediadas por personagens, acontecimentos e o suspense envolvente da trama.

Año: 2019

Compre aqui
Capa Potência das Periferias

Potência das Periferias

[ em breve ]

Año: 2020

A poesia falada invade a cena em Sobral

Treze poetas do contemporâneo. Treze slammers da periferia da periferia do capitalismo. A voz dos subalternizados rompendo, através da poesia falada, os silêncios escandalosos do nosso campo literário e problematizando ausências que tanto dizem de estruturas sociais historicamente marcadas pela dominação de todos os que experimentam uma identidade coletiva marginalizada e estigmatizada. Agora, elas e eles invadem a cena. Jovens. Mulheres. Negros. Feministas. Sujeitos não  binários. Trans. Bichas. Sujeitos poéticos, enfim. Independentemente do recorte identitário, seres que lançam seus gritos a partir dos potentes microfones recém-conquistados na cena Poetry Slam. Poesia falada para todas, todos, todes.

Año: 2019

Compre aqui

Clíris: Poemas recolhidos de Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus

Nova edição dos poemas de Carolina Maria de Jesus, recuperando o título e o prólogo escrito por ela, que traz vários poemas omitidos ou que aparecem modificados na seleção realizada para a publicação da Antologia pessoal, cabendo destacar entre eles os poemas “Negros” e “Os feijões”, nos quais se aborda de modo direto a problemática do racismo no Brasil. Embora alguns dos 54 poemas reunidos nesse volume tenham aparecido originalmente na Antologia pessoal (1996), organizada por José Carlos Sebe Bom Meihy e publicada pela Editora UFRJ, os textos recolhidos aqui trazem outros 21 deixados por Carolina que não constituem o livro de 1996. Outra novidade dessa edição de Clíris é a publicação das 12 canções compostas por Carolina para Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus cantando suas composições, álbum de música popular lançado pela RCA Victor em 1961. O teor crítico latente em muitas das composições publicadas agora em Clíris pode ajudar a forjar uma nova imagem da escritora como uma mulher negra emblemática que fez importantes incursões no campo literário, construindo uma verdadeira “poética dos resíduos”. Nessa produção ecoa a voz desafiadora de uma Carolina que não se furta a frequentar (de modo questionador) temáticas incômodas para a sociedade patriarcal, machista e racista dos “predominadores”.

Año: 2019

Compre aqui

apoio

apoyo

Últimas Edições

Suscríbete nuestra newsletter